Um espaço de partilha dos meus filmes e séries preferidos... pontilhado por outros assuntos, sonhos, desejos, devaneios e outros desabafos mundanos de uma vida que se quer tranquila.

14
Mai 12

Poderia dizer que li este livro de uma assentada só. Porque é possível. Mas não li. Apenas demorei meia dúzia de dias. Falta de tempo e afins. Sorte é que tenho fases em que sofro de insónias. Esta é uma delas.

 

Prende. A história é engraçada e os dois personagens principais são interessantes e amorosos. No entanto, quando a acção passa de Nova York para Barcelona, especialmente na parte final, algo se quebrou. Achei desnecessária aquela cisma do Guille em não aceitar Emma apenas por medo que ela o rejeitasse novamente. Fiquei com a sensação que a autora estava a 'fazer render o peixe' pois era evidente que, logo que Emma regressou a Barcelona e o procurou, a história deveria ter terminado por aí. Ou então ter sido introduzida ali uma qualquer situação mais melindrosa que toda aquela hesitação dele. Que, verdade seja dita, já irritava...

 

A premissa do livro 'Poderá o tempo unir o que o medo separou' também me pareceu algo forçada. É que esse tal tempo é apenas um mês (o tal tempo em que a autora pareceu andar a 'fazer render o peixe'). Se fossem meses, ou até anos, parecer-me-ia mais interessante e plausível. A autora pareceu ter escrito esta última parte apenas para justificar a frase que aparece na capa do livro.

 

No entanto, como já disse, gostei. Claro que esperava mais especialmente quando a accção passou para Barcelona mas o que interessa é que tudo acabou bem e ninguém morreu. O que para mim é uma pena dado que gosto de situações dramáticas. Os happy endings por vezez cansam.

 

Se aconselho? Sim. É um romance leve, ideal para duas tardes de praia. Talvez três... (a parte final pode provocar algum cansaço de tanta lamechice e pode haver necessidade de fazer algumas pausas para recuperar...)

"Guillermo, um reputado consultor financeiro, está farto de aviões, hotéis e diferenças horárias. Quer fazer mudanças drásticas na sua vida para se poder dedicar mais aos amigos e talvez até ao amor; mas de momento vê-se obrigado a passar uma temporada em Nova Iorque por causa da carreira. Emma sacrificou demasiados sonhos para se tornar uma boa médica, mas agora sente que chegou o momento de os concretizar, pelo que decide abandonar o hospital onde trabalha e matricular-se na escola de cozinha mais prestigiada de Nova Iorque.
Ambos se encontram no avião e, apesar de algumas embirrações iniciais, partilham uma história de amor inesquecível. Mas há segredos e receios que acabam por minar a relação e Guillermo regressa a Barcelona para começar sozinho a sua nova vida. Conseguirá o tempo unir o que o medo separou?"

 

publicado por Sandra F. às 17:38

13
Mai 12

"Chegara à conclusão de que o AMOR, com maiúsculas, não era para ele e que o melhor seria conhecer uma rapariga cuja companhia apenas lhe agradasse, que não despertasse nele grandes paixões, pois assim, se as coisas dessem para o torto, não ficaria com falta de ar como lhe acontecera com Emma. O mundo estava cheio de casais que eram mais ou menos felizes e que não se amavam tanto como ele amara aquela fada ruiva. Certamente poderia encontrar uma mulher assim. O difícil seria conformar-se com isso." 

 - Amor em lume brando de Anna Casanovas, Cap. 20, pág. 240. Quidnovi, 2010

 

 

Isto é mesmo algo que a vida me ensinou... Apesar de serem os pensamentos de um homem, faço dele as minhas palavras. AMOR há só um... dificilmente se encontrará outro sentimento igual. Oh well!...  

 

Mas concordo. Às vezes, é difícil conformarmo-nos com isso! 

 

E repito: Oh Well!...

publicado por Sandra F. às 17:19

09
Mai 12

He shook hands with Margaret. He knew it was the first time their hands had met, though she was perfectly unconscious of the fact.”

Elizabeth Gaskell, North and South

 

publicado por Sandra F. às 21:11

07
Mai 12

Desapontada... com o rumo que a minha vida tomou; Não foi isto que idealizei em criança!

 

Mas também estou... 

 

Feliz... porque sou forte e capaz de aceitar os percalços da vida e saber viver tranquilamente com eles.

publicado por Sandra F. às 19:38
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06
Mai 12
Redescobri esta música de que gosto muito. A versão original é muito boa mas aquela cantada pela Leona Lewis e a sua magnífica voz... é simplesmente de tirar a respiração.

Uma música lindíssima que consegue trazer-me lágrimas aos olhos pela sua beleza e intensidade.


A versão original dos Snow Patrol


 

A versão de Leona Lewis

publicado por Sandra F. às 17:36
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05
Mai 12

Porque será que quando entrámos numa loja de roupa e queremos apenas perder-nos ou ter umas ideias do que anda a moda a fazer ou simplesmente ver, vem logo uma menina com um sorriso simpático: 'Posso ajudar?'?

 

E porque será que quando queremos perguntar se tem outro número, outra cor, outro preço, essa menina nunca está ao alcance da nossa vista?

 

I wonder...

 

publicado por Sandra F. às 19:09

04
Mai 12

Ehehehe... É verdade! Deve ter sido embaraçoso mesmo. Mas foi também um dos momentos mais bonitos do livro, do filme e da série.

 

publicado por Sandra F. às 18:50

03
Mai 12

Confesso que andava curiosíssima para ver este filme. Tive um pouco de dificuldade em encontrá-lo para baixar mas lá consegui.

 

No início do filme fiquei seriamente surpreendida com a actuação da Keira Knightley. É daquelas actrizes que gosto mas nunca ponderei muito acerca das capacidades interpretativas dela. Nunca um papel dela me deixou decepcionada mas também nunca nenhum me extasiou, apesar de achar que como Elizabeth Bennet em Orgulho e Preconceito de 2005 tenha estado muito bem.

No entanto, no início deste filme, cuja história até começou por me parecer interessante, admirei-a pela interpretação que deu aquando do momento de psicanálise com o seu psiquiatra Carl Jung (Michael Fassbender). Vê-la a imitar uma psicótica que se excita com a violência e humilhação desde criança foi de prender os olhos ao ecrã. Todavia, apesar de, ao longo do filme, a interpretação dela ter continuado mais ou menos aceitável, a história, por seu lado, começou a desinteressar-me: ritmo muito parado, muitas discussões técnicas entre Jung e Freud e pouco desenvolvimento em tudo resto.

 

Não posso dizer que gostei apesar de apreciar o esforço da história que, mais desenvolvida, até podia dar um filme mais agradável.

publicado por Sandra F. às 19:10

02
Mai 12

 

publicado por Sandra F. às 17:46

01
Mai 12

"A música, que já tinha sido espectacular, adquiria ainda mais sentimento à medida que se aproximava o final trágico e, na última cena, Emma começou a chorar. Uma lágrima grossa rolou-lhe pela face e logo a seguir outra e outra. Nervosa, enxugou-as com a palma da mão e, quando julgava tê-las controlado, voltou a pousar a mão no braço da cadeira. Mais algumas notas musicais e uma nova lágrima, mas desta vez foi Guillermo quem lha secou num gesto de extrema delicadeza. Sem dizer uma palavra, capturou aquela lágrima com o polegar, fazendo com que a mão deslizasse pela face de Emma até chegar à sua mão e entrelaçar os dedos nos dela.

 

Emma não afastou os olhos do palco, não só porque estava fascinada com o musical mas também porque nunca sentira com tamanha intensidade uma carícia inocente como aquela. Esse homem, que conhecia havia menos de uma semana, Afectava-a muito mais do que estava disposta a reconhecer.

 

A música terminou e o teatro inteiro ergueu-se num tremendo aplauso. Emma fez o mesmo, mas ao libertar a sua mão da de Guillermo sentiu que lhe fugia por entre os dedos um dos melhores momentos de toda a sua vida."

- Amor em lume brando de Anna Casanovas, Cap. 6, pág. 68 e 69. Quidnovi, 2010


 

Esta é a reacção da personagem principal deste livro ao ver o musical 'O fantasma da Ópera'. Romance à parte, eu também reagi assim quando vi o filme, que adorei. Mas... não foi um dos melhores momentos da minha vida! Faltou a carícia e o entrelaçar de mãos. Oh, well!...  

publicado por Sandra F. às 16:54

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